Criminologia para Concurso: aprenda e acerte questões na sua prova!

Criminologia para Concurso

Hoje é dia de estudarmos Criminologia, um assunto desconhecido por 99% dos candidatos a concursos público, mas muitas vezes exigido em concursos policiais e afins.

Um exemplo recente de edital que cobrou Criminologia foi o Concurso PC-SP, com vagas para a Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Neste artigo você vai iniciar sua compreensão dos principais conceitos de Criminologia, garantindo mais intimidade com esse conteúdo.

Vamos lá!

O que é Criminologia?

A criminologia, antes intitulada como sociologia criminal ou antropologia criminal é a ciência que estuda o crime. Ela é uma ciência social e faz parte da sociologia. Seu objeto é a criminalidade.

A criminologia estuda o fenômeno e as causas da criminalidade, a personalidade de quem cometeu o crime e a sua conduta, visando a sua ressocialização. Portanto, ela trata do delito, do delinquente e da pena.

Como citamos acima, o objeto da criminologia é o crime, mas também as circunstâncias que o motivaram, quem é o autor, quem é a vítima, e o controle social do delinquente.

A origem da delinquência

Origem da Delinquência

Para buscar a causa dos delitos, há algumas teorias:

  • Teoria Ecológica, ou da Desorganização Social: a ordem social, a estabilidade e a integração contribuem para o controle social e o seguimento às leis, enquanto a desordem e a má integração contribuem para conduzir o indivíduo ao crime e à delinquência.
  • Teoria da Subcultura Delinquente: há pressuposição de uma subcultura de violência, assim alguns grupos passaram a aceitar a violência como modo de resolver os seus conflitos.
  • Teoria da Anomia: a motivação para a prática de delitos ocorre da impossibilidade de o indivíduo atingir as metas desejadas por ele.

Estudos da Criminologia

A Criminologia, através dos seus estudos, já chegou a algumas constatações importantes sobre o crime:

  • O crime é algo que tem incidência massiva na população.
  • Ele pode causar dor e aflição às pessoas.
  • O crime persiste no espaço e no tempo.
  • Há falta de consenso sobre causas, bem como das técnicas eficazes para intervenção.

Um dos caminhos para lidar com essas constatações é o estudo do criminoso, o causador do crime. Ele é um humano real, que pode não se submeter às leis e ao seu cumprimento por razões nem sempre compreendidas, devido à sua conduta.

Também temos a vítima, ou seja, a quem o crime foi aplicado. Ela pode influenciar significativamente no crime, tanto em sua dinâmica quanto em sua estrutura e prevenção.

Ou seja, atos dos indivíduos podem torná-los mais propensos a sofrerem crimes. Além disso, há variações que interferem nos processos de vitimização, como cor, raça, gênero e condição social. Aqui também se estudam a situação da vítima frente ao criminoso e o sistema legal e seus agentes.

Outro objeto de estudo da Criminologia é o controle social. Estratégias e sanções sociais têm como objetivo promover a obediência para o delinquente, fazendo com que ele siga as regras comunitárias.

Há dois tipos de controle social:

  • Controle social formal: fazem parte dele a polícia, a administração penitenciária e o sistema judiciário.
  • Controle social informal: fazem parte deste grupo a escola, a família e a igreja.

Tipos mais comuns de delinquentes

Vamos agora aos tipos mais comuns de delinquentes, dentro do estudo do criminoso. São seis:

  1. O ladrão é aquele que se apropria indevidamente de algo que não lhe pertence.
  2. O assassino tira a vida de uma pessoa, sem estar em condição de legítima defesa.
  3. O estuprador, também chamado de violador, é um delinquente que força uma pessoa a ter relação sexual com ele.
  4. O estelionatário se aproveita da ignorância de pessoas para obter vantagens para si.
  5. O sequestrador rapta uma pessoa, visando recebimento de resgate por parte da família do sequestrado, em troca de sua libertação.
  6. Falsário: criminoso que produz dinheiro falso.

Os aspectos da criminologia

Os aspectos da criminologia

Portanto, todos os seis tipos de delinquentes são praticantes de um crime, tendo vítimas por conta de seus atos.

Os aspectos da criminologia mais comuns são os distúrbios da personalidade, como neuroses, psicoses, personalidades psicopáticas e os transtornos da sexualidade (parafilias).

As neuroses são estados mentais que conduzem à ansiedade e aos distúrbios emocionais, como raiva, culpa, medo e rancor. É bom informar que as neuroses não alteram a personalidade, fato que ocorre com as psicoses.

Casos neuróticos: tiques, obsessões e fobias, que podem gerar cleptomania, piromania, homicídio e suicídio.

As psicoses são afecções mentais mais graves, e se caracterizam por distúrbios emocionais do indivíduo e sua relação com a realidade, com o convívio social.

Exemplos de psicoses: paranoia, doença maníaco-depressiva, distúrbio carcerário.

Os paranóicos são indivíduos que fantasiam, e que nos seus delírios, relacionam o seu bem-estar e a dor das pessoas com pessoas ao seu redor.

Temos como exemplo perseguições e casos extremos de ciúme. O Papa João PauloII sofreu um atentado contra sua vida, por um paranoico, e John Lennon foi assassinado da mesma forma.

A doença maníaco-depressiva, também conhecida como transtorno bipolar de comportamento, é marcada por duas fases: a maníaca, onde há exaltação do humor e da afetividade, e a depressiva, onde a pessoa sente culpa e tristeza. Casos de suicídio são comuns entre os maníaco-depressivos.

Já a psicose carcerária é aquela que decorre da privação de liberdade do indivíduo submetido ao sistema carcerário, que geralmente não dispõe de condições adequadas de espaço, alimentação e iluminação.

As pessoas são acometidas de alterações na conduta verbal e motora, podendo ter depressão ou sintomas catatônicos.

A personalidade psicopática é caracterizada pela distorção do caráter. São pessoas que costumam ser inteligentes, mas amorais, insinceros e inconstantes. Faltam aos psicopatas, vergonha e remorso, pois são pessoas egocêntricas.

São características que se revelam já em crianças, sendo propensas à criminalidade ainda na infância ou juventude. Quando adultos, costumam se tornar incendiários, vândalos e envenenadores.

Os psicopatas fanáticos são aqueles que têm ânimo eufórico, exaltado, por aquilo que desejam. Lutam descontroladamente por seus ideais, com aspectos impulsivos, mesmo que para isso precisem praticar atos delinquentes.

Já os mitomaníacos são psicopatas que possuem desequilíbrio em sua inteligência, no que se refere à realidade. São pessoas propensas à mentira, à simulação e à fantasia. A realidade é tão bem distorcida por eles que pode gerar delírios e devaneios nos criminosos.

Temos também casos de psicopatas que sofrem com transtornos da sexualidade. A causa é a degeneração psíquica ou por fatores glandulares do organismo, podendo gerar sadismo, sadomasoquismo, pedofilia, vampirismo e necrofilia. Cada tipo será explicado abaixo:

  • Sadismo: é um transtorno sexual onde o delinquente inflige sofrimentos ao parceiro, para obter o seu prazer sexual.
  • Masoquismo: o delinquente tem prazer ao sentir sofrimento no ato sexual, ao ser humilhado pelo parceiro.
  • Pedofilia: atração sexual por crianças e adolescentes.
  • Vampirismo: obtenção de prazer ao sugar sangue do parceiro.
  • Necrofilia: prática de relações sexuais com um cadáver.

Criminologia como ciência multidisciplinar

Criminologia como ciência multidisciplinarComo você pôde perceber, a criminologia não pode ser apenas uma ciência social, apesar de ser derivada da sociologia. Ela é uma ciência multidisciplinar, ou seja, seu estudo possui relação com outras disciplinas.

  • Relação com direito penal, para definir que condutas são contravenções ou crimes, para estipular suas devidas penas.
  • Relação com a medicina legal, para aplicar os conhecimentos das medicinas, paramedicinas e ciências biológicas junto ao direito.
  • Relação com a psicologia criminal, para conhecer melhor a mente humana, seus estados e processos.
  • Relação com a antropologia criminal, visando à pesquisa e o desenho de supostos perfis dos delinquentes.
  • Relação com a sociologia criminal, para entender o ilícito penal como algo gerado no convívio.
  • Relação com a psicossociologia criminal, tendo por objetivo os estudos da psicossociologia e das sumas psicológicas dos fatos sociais.
  • Relação com a política criminal, para rastrear e monitorar os meios de educação e intimidação que estão disponíveis, ou devem estar, no Estado.

As escolas criminológicas

O estudo da Criminologia também se dá por escolas criminológicas, para entender o crime e o criminoso, bem como a sua pena.

Escola Clássica

Pela escola clássica, a pena é um mal imposto ao indivíduo que cometeu uma infração penal, voluntária ou involuntariamente, e por este motivo merece um castigo.

Por ela, o infrator é o único responsável pelo delito, pois ele o cometeu de vontade livre.

Escola Positivista

Na escola positivista, o crime é um fenômeno social, e a pena, um meio de defesa para a sociedade e de recuperação do infrator.

Os positivistas diferem dos clássicos por não acreditarem no crime como expressão de vontade livre, mas por algo que foi determinado por sua constituição biopsíquica. Assim, a causa do delito é biológica.

Escola Intermediária

A escola intermediária não prega os extremos praticados pelas escolas clássica e positivista. É uma posição conciliatória para explicar as motivações do crime, aceitando o princípio da responsabilidade moral, mas não acolhendo bem a ideia de livre-arbítrio.

Assim, a escola intermediária acredita que a sociedade não tem o direito de punir, mas de defender-se na justiça.

Exames para determinação da criminalidade

Exames para determinação da criminalidade

Você conheceu acima os tipos de criminoso, agora conhecerá exames que são praticados para determinação da criminalidade:

  • Exame criminológico: estuda a personalidade do criminoso, a sua disposição para o crime, a sensibilidade para a pena ao qual sofrerá e a sua possível correção. Como você deve imaginar, esse exame faz parte da Criminologia clínica, e ele compõe-se de uma série de análises. Por este motivo, é realizado por uma equipe multidisciplinar, incluindo um médico, um advogado e um psicólogo.
  • Triagem dos sentenciados: realizada juntamente com o exame criminológico, leva em consideração se o delinquente é primário ou reincidente;
  • Exame somático: leva em conta os fatores externos do infrator penal, como raça, fatores hereditários e meio social. É realizado por médicos, dentistas e técnicos policiais.
  • Exame psicológico: descreve o perfil psicológico do criminoso, reportando-se a três quesitos, que são os traços característicos de sua personalidade, seu nível mental e seu grau de agressividade.
  • Exame sociológico: algumas situações sociais podem favorecer ou desfavorecer a formação social de um indivíduo, como escola, educação, relação entre vida social e trabalho, residência, padrão de vida e companhias.
  • Análise de psicoses: algumas desordens de comportamento podem causar alterações cerebrais.

E então, deu para entender um pouco sobre Criminologia neste artigo? Deixe um comentário!

O que aprendemos neste artigo

Hoje nos dedicamos ao estudo da Criminologia para Concurso, entendendo os principais conceitos da disciplina para melhorar nosso desempenho nas provas de concurso que pedem esse conteúdo.

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