Ortografia Oficial: como acertar qualquer questão no seu concurso!

Ortografia Oficial

Ortografia Oficial é um assunto muito presente em conteúdos programáticos de diversos concursos Brasil afora. Por isso resolvi trazer um artigo completo sobre o tema, que gera muitas dúvidas e curiosidades entre os candidatos que estudam Português no conteúdo programático de um Concurso.

Veja alguns dos concursos em que Ortografia Oficial está presente:

  • Concurso do INSS
  • Concurso da PRF e PF
  • Concursos Jurídicos (TJ, TRE, TRT, TRF)
  • Concursos policiais (Guardas Municipais, Polícias Militares e Civis)
  • Concursos de Prefeitura
  • Outros

É isso mesmo… Praticamente não importa qual concurso você faça, conhecer a Ortografia Oficial é uma necessidade urgente!

Costumo dizer o seguinte: aprenda Língua Portuguesa, depois comece a estudar para concurso. E para aprender a Língua Portuguesa, aprender a Ortografia Oficial é uma prioridade. É isso que vamos fazer agora, juntos, aqui no Segredos de Concurso.

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O que é Ortografia Oficial

O que é Ortografia Oficial

Ortografia Oficial, ou simplesmente Ortografia, é a parte da nossa gramática que se dedica a estudar a escrita correta das palavras.

Vamos para a origem dos componentes do termo “Ortografia”:

  • Orthos – palavra grega que exprime a idéia de direito, reto, exato.
  • Graphia – palavra latina que significa “escrever”.

Sendo assim, praticar Ortografia é escrever corretamente, conhecer as regras gramaticais que tornam a escrita de acordo com as regras da Língua Portuguesa, em nosso caso.

Quando falamos de “Ortografia Oficial” estamos nos referindo à Ortografia definida oficialmente no Brasil como a correta.

Alfabeto, consoantes e vogais

Ortografia Oficial

Essa é uma parte bem simples, mas gostaria de falar um pouco.

Lembre-se que uma das bases de qualquer língua, inclusive a Língua Portuguesa, é o alfabeto, onde estão definidos quais os sinais gráficos e quais os sons que cada sinal representa.

O alfabeto é formado pelas vogais (A, E, I, O, U) e pelas consoantes (B, C, D, F, G…).

Uma curiosidade sobre a classificação de vogais e consoantes se refere ao uso das letras Y, K e W.

Quando utilizá-las no Português? Vejo muito concurseiro errando questões com pegadinhas desse tipo. Mas a partir de agora você não erra mais. Veja as duas possibilidades para a utilização dessas letras:

  1. Na transcrição de nomes próprios estrangeiros e de seus derivados portugueses: Katy Perry, Nova York, Disney World, etc.

  2. Nas abreviaturas e símbolos de uso internacional: Kg (quilograma), W (Watt), Km (quilômetro), etc.

Se na parte de Ortografia Oficial do seu concurso for perguntado se qualquer substantivo comum (iogurte, ilha, vale, cabelo, cansaço) pode ser escrito com Y, K ou W não faça a besteira de escrever que sim.

Y, K e W só para abreviaturas e nomes próprios!

Os acentos

Acentos

Quem nunca teve dúvida se uma palavra admite ou não acento? Esse é um dos principais erros nas questões de Ortografia Oficial dos diversos concursos. Para entendermos melhor sobre acentuação, é melhor saber para que serve a acentuação.

De maneira geral, a acentuação serve para modificar o som de alguma letra, fazendo com que palavras de escrita semelhante tenham leituras diferentes e, portanto, significados diferentes. Assim, o acento é utilizado para diferenciar SECRETÁRIA de SECRETARIA. BABA e BABÁ. MAGOA e MÁGOA.

Sem os acentos, essas diferenciações não poderiam ser feitas.

De maneira geral, podemos definir os acentos da seguinte forma:

  • ACENTO AGUDO: é representado por um traço voltado para a direita. É colocado sobre as vogais indicando que a sílaba onde ele está é tônica (tem o som mais forte). O acento agudo faz com que a vogal seja pronunciada de forma aberta. Exemplos: maré, jacaré, tórax, célebre.
  • TIL: o til é representado por um traço sinuoso (um “S” deitado). Ele torna nasal o som das letras A e O. Exemplos: canhão, interpõe, barão, constituição, leões.
  • ACENTO CIRCUNFLEXO: é representado pelo famoso “chapéu” em cima das vogais A, O e E. O acento circunflexo indica que a vogal deve ser pronunciada de forma fechada. Exemplos: judô, bônus, ângulo, acadêmico.
  • ACENTO GRAVE: o acento grave é semelhante ao agudo, só que virado para o lado esquerdo. Ele indica a ocorrência de crase. Mas sobre isso vamos falar mais adiante, de maneira mais aprofundada. Por enquanto, basta saber que o acento existe.

Você sabe utilizar os acentos adequadamente? Uma dica é falar a palavra mentalmente e tentar verificar se o som está de acordo com o significado e com o que está escrito.

Recapitulando: o acento agudo deixa o som da vogal mais aberto. O til faz com que o som fique anasalado. O circunflexo faz com que o som fique fechado.

Esse é outro tópico frequentemente cobrado no conteúdo de ortografia oficial.

Palavras homônimas e parônimas: fique atento a estas pegadinhas!

Ortografia Oficial - Parônimos e Homônimos

É importante você estar atento dois conceitos importantíssimo, que tem feito muita gente boa cair em cascas de banana nas questões de Ortografia Oficial. Você já ouviu falar em palavras parônimas e homônimas? Entenda:

  • PARÔNIMAS são palavras com pronúncia e grafia semelhantes mas significado diferente. Exemplos: deferir (acatar) e diferir (adiar); tráfico (comércio) e tráfego (trânsito); flagrante (evidente) e fragrante (aromático).
  • HOMÔNIMAS são palavras que possuem a mesma pronúncia, mas significado diferente. Exemplos: conserto (correção) e concerto (apresentação); são (do verbo ser e sadio); ser (verbo e substantivo).

Como gera muita confusão, esse é um tema bastante cobrado em questões de concurso. Fique atento a ele.

A partir de agora vou abordar diretamente dúvidas comuns entre candidatos que têm dificuldade em Ortografia Oficial. É hora de aprender, na prática, como escrever corretamente.

Antes disso, quero lhe pedir para deixar um comentário dizendo o que está achando deste artigo. Sua opinião é fundamental para continuar publicando aqui.

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Mal e Mau

Mau e Mal - Ortografia Oficial

Essa é uma das grandes dúvidas de quem escreve: devemos escrever “MAU” ou “MAL”?

Acho essa uma questão bem fácil de entender. “Mal” é o oposto de bem, e “mau” é o oposto de bom.

“Mal” será substantivo, quando estiver acompanhado de artigo ou pronome.

Exemplo: Preciso me curar desse mal.

“Mal” será advérbio quando modificar um verbo ou um adjetivo.

Exemplo: Mal me olhou e foi embora.

Já a palavra “mau” exerce sempre a função de adjetivo.

Exemplo: Você é um homem mau.

Para não errar, basta substituir “mau” ou “mal” por “bom” ou “bem”, e assim confirmar o correto uso gramatical da palavra.

Uso dos Porquês

Uso dos Porquês

Esse é outro grande dilema entre os candidatos a concurso público: como saber o correto uso dos porquês?

Aqui vai o esclarecimento definitivo dessa questão.

  • Porque (junto e sem acento) – o “porque” é uma conjunção explicativa. É um substituto da palavra “pois”. Então, quando couber essa substituição pode errar sem medo o “porque” junto e sem acento. Exemplo: eu estou gripado porque tomei suco gelado.
  • Por que (separado e sem acento) –  o “por que” é utilizado no início de perguntas, ou como substituto de “o motivo pelo qual”. Exemplo (pergunta): por que você foi para o bar?. Outro exemplo (motivo pelo qual): ninguém explicou por que nós brigamos.
  • Porquê (junto e com acento) – “porquê” nada mais é que um substantivo. Ele vem acompanhado de artigo, numeral, adjetivo ou pronome. Exemplo: ainda me pergunto o porquê desta multa.
  • Por quê (separado e com acento) – É usado no final de frases interrogativas. Exemplo: você deixou o livro no armário por quê?

Simplificando:

PORQUE – substitui por pois.

POR QUE – início de pergunta ou substitui por motivo pelo qual.

PORQUÊ – substantivo.

POR QUÊ – final de pergunta.

E aí, alguma dúvida?

Uso do X e CH

Uso do "x" e "ch"

Uma das dificuldades no aprendizado da Língua Portuguesa diz respeito à quantidade de excessões existentes em relação a determinadas regras. O uso do “x” e do “ch”, por exemplo, traz essa dificuldade para os candidatos.

Mas podemos, de maneira geral, apontar as seguintes circunstâncias para o uso ou não uso dessas estruturas na ortografia oficial:

  • Costuma-se utilizar o “X” depois da sílaba inicial “me”. Exemplo: mexendo e mexicano.
  • Costuma-se utilizar o “X” depois da sílaba inicial “en”. Exemplo: enxergar e enxugar.
  • Costuma-se utilizar o “X” depois de ditongos. Exemplo: caixa, abaixar.
  • Costuma-se utilizar o “X” em palavras de origem indígena e africana. Exemplo: orixá e abacaxi.

Esses são os casos básicos onde você deverá usar o “x” no lugar do “ch”. Mas minha sugestão é que você leia muito e assimile a grafia das palavras independentemente das regras. Vai lhe ajudar muito mais na sua prova.

Uso da crase

Uso da crase

Quem nunca se viu em dúvida na utilização da crase em um texto? Vamos sanar agora as dúvidas que você tem em relação a isso.

Antes de qualquer coisa você precisa saber que crase é a junção da preposição “a” com o artigo “a”. Ela é marcada com o uso do acento grave (`) na letra “a”.

Para saber se devemos ou não usar a crase devemos analisar a palavra que vem antes e a palavra que vem depois do “a”. Veja a frase:

Eu fui à escola

Nesse caso, o verbo “fui” exige uma preposição “a”. Já o substantivo “escola” exige um artigo “a”.

Para tirar a prova, basta substituir por uma palavra masculina. Se a frase fosse “Eu fui ao teatro” teríamos a preposição “a” mais o artigo “o”. Como não existe a palavra “aa”, usa-se a crase para designar essa junção entre a preposição e o artigo.

A crase também pode ser utilizada como a fusão das preposições “aquele” ou “aquela” com o artigo “a”. Exemplo: devemos tudo àqueles homens.

O professor Pasquale, um dos grandes mestres da Língua Portuguesa, deu uma entrevista interessante à BBC Brasil dizendo como identificarmos o correto uso da crase:

Pasquale dá o exemplo da clássica canção “Você já foi à Bahia?”, de Dorival Caymmi.

“Se você foi, você foi a algum lugar. O verbo ‘ir’ – ‘você foi’, verbo ‘ir’ -, no português tradicional, rege a preposição “a”. Ir a algum lugar”, explica.

E que lugar é esse? No exemplo dado, é a Bahia.

“Bahia é um substantivo que dá nome a lugar e pede artigo”, disse Pasquale.

Ele mostra formas simples de perceber isso: “’Eu moro na Bahia’ – o que é ‘na’? Não é ‘em’ mais ‘a’? ‘Eu acabei de chegar da Bahia’. O que é ‘da’? ‘De’ mais ‘a’. É fácil perceber que Bahia pede artigo.”

Neste caso, ocorre a crase – a fusão – entre duas vogais: a preposição “a”, que sucede o verbo ir, se junta com artigo “a”, que antecede o substantivo feminino Bahia, ocorrendo o acento grave.

O resultado é: “Você já foi à Bahia?” – o significa a mesma coisa que “Você já foi para a Bahia?”.

Mas se a pergunta fosse sobre Santa Catarina – “Você já foi a Santa Catarina?” -, não haveria fusão, já que Santa Catarina não pede artigo – diz-se “Eu moro em Santa Catarina” e não “Eu moro na Santa Catarina”.

“Moral da história, esse ‘a’ de ‘Você já foi a Santa Catarina?’ não passa de uma preposição que não se fundiu com nada”, explica Pasquale. “Esse ‘a’ não receberá acento por uma razão muito simples: não houve fusão.”

Pasquale Cipro Neto

Ainda tem dúvida? Veja a explicação dele em um vídeo de apenas 2 minutinhos:

Uso de S ou Z

Uso do S e Z

Outra pedra no sapato é a confusão que muitos de nós fazemos quando vamos utilizar as letras “s” e “z”.

Aqui vão algumas regrinhas:

  • Utiliza-se o “s” nas palavras derivadas de outras que já apresentam “s” no radical. Exemplo: análise/analisar, casa/casinha/casarão.
  • Utiliza-se o “s” nos sufixos “ês” e “esa”, ao indicarem nacionalidade, título ou origem. Exemplo: portuguesa, milanesa, burguesia.
  • Utiliza-se o “s” nos sufixos formadores de adjetivos “ense”, “oso” e “osa”. Exemplo: gostoso, catarinense, populoso, amorosa.
  • Utiliza-se o “s” nos sufixos “ese”, “isa”, “ose”. Exemplo: catequese, glicose, poetisa.

A dúvida em torno do emprego do “s” ou do “z” novamente pode ser melhor compreendido a partir de uma boa dose de leitura. Existem muitas regras, com muitas excessões, inviabilizando um conhecimento sistemático e seguro.

Uso de C, Ç, S ou SS

Uso do c, s, ss e ç

Outro ponto um tanto confuso da Ortografia Oficial é essa parte de uso de c, ç, s ou ss. Para começar, veja o vídeo a seguir, do professor Sérgio Nogueira. Só 2 minutinhos:

Aqui vai uma dica genial para quando você estiver no dilema de escrever “s” ou “ss”: nas palavras em que empregamos apenas um “s”, ele aparece entre uma vogal e uma consoante. Exemplo: diversão, ofensa.

Quando estamos falando de dois “ss”, eles vêm entre duas vogais. Exemplo: processo, passivo.

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Uso de J e G

Uso de "j" e "g"

Vamos a outro ponto bem difícil de definir todas as regras, mas que podemos facilitar um pouco: o uso de “j” e “g”.

  • Usa-se “j” nas palavras de origem árabe, indígena, africana ou exótica. Exemplo: jiboia e acarajé.
  • Usa-se “j” nos verbos terminados em “jar” ou “jear”. Exemplo: sujar e gorjear.
  • Usa-se “j” na terminação “aje”. Exemplo: laje, traje.

Aqui reafirmo o que disse antes: a leitura irá lhe ajudar a avançar no reconhecimento da correta escrita da maioria das palavras.

A melhor forma de aprender Ortografia Oficial

Ortografia Oficial - o hábito da leitura

Por mais que você tente, dificilmente irá memorizar as centenas de regras da Língua Portuguesa (uma das mais difíceis do mundo).

A melhor forma de aprender a Ortografia Oficial é, realmente, cultivar o hábito da leitura. Assim você vai assimilando a escrita das palavras no automático, nos contextos em que elas são empregadas.

Ter um vocabulário amplo irá lhe ajudar muito a acertar questões que lhe perguntem sobre o verdadeiro uso das palavras na prova do seu concurso.

Não importa o que você leia, o importante é ler! Mas se você quer dicas de leituras “fortes”, ou seja, que irão lhe desafiar e tornar você um craque em ortografia, tenho as dicas a seguir – livros completamente gratuitos de literatura brasileira:

Esses são clássicos da Língua Portuguesa, que farão toda a diferença para você! Se quiser ficar fora da média, vale a pena enfrentar esses clássicos!

Como saber a escrita correta de uma palavra?

Ortografia Oficial: como escrever corretamente

Mesmo sendo um bom leitor sempre bate aquela dúvida sobre a correta escrita de uma palavra. Como saber exatamente se a ortografia de uma palavra está de acordo com as normas?

Existe uma ferramenta pouco conhecida chamada “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”, o VOLP, da Academia Brasileira de Letras, que resolverá seu problema de conferência sobre a escrita de qualquer palavra.

O VOLP contém 381.000 verbetes, as respectivas classificações gramaticais e outras informações conforme descrito no Acordo Ortográfico.

Basta escrever a palavra e ele descreve a estrutura da escrita.

Quer mais notícias boas? Primeiro: o VOLP está disponível em aplicativo para celular – Android e iOS. Segundo: também é possível mandar sua dúvida para a Academia Brasileira de Letras.

Qualquer pergunta sobre ortografia ou outra área da língua portuguesa pode ser respondida por eles. Veja aqui ABL Responde!

Fantástico!

O Novo Acordo Ortográfico

Novo Acordo Ortográfico

Embora já esteja em vigor desde 2016, ainda tem muita gente sem saber direito o que significa e o que mudou com o mais recente Acordo Ortográfico, que mudou regras da nossa Ortografia Oficial. Veja aqui as regras de maneira objetiva e simples:

Mudança no alfabeto

  • Antes: A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z
  • Depois: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Na prática, as letras “k”, “w” e “y” são usadas em várias situações, como na escrita de símbolos de unidades de medida (Ex.: km, kg) e de palavras e nomes estrangeiros (Ex.: show, William).

Uso do trema

Não se usa mais o trema, exceto em nomes próprios estrangeiros ou derivados, como por exemplo: Müller, mülleriano, Hübner, hüberiano etc.

  • Antes: cinqüenta, freqüente
  • Depois: cinquenta, frequente

Acentuação

Perdem o acento os ditongos abertos “éi” e “ói” das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

  • Antes: assembléia, jóia
  • Depois: assembleia, joia

Perdem o acento o “i” e o “u” tônicos nas palavras paroxítonas, quando eles vierem depois de ditongo.

  • Antes: feiúra, Bocaiúva
  • Depois: feiura, Bocaiuva

Perdem o acento as palavras terminadas em êem e ôo(s).

  • Antes: abençôo, lêem
  • Depois: abençoo, leem

Perdem o acento diferencial as duplas: pára/para, péla(s)/ pela(s), pólo(s)/polo(s), pêlo(s)/pelo(s), pêra/pera.

  • Antes: Ele foi ao Pólo Norte.
  • Depois: Ele foi ao Polo Norte.

Atenção: Permanece o acento diferencial:

  1. Nas duplas: – pôde/pode Ex.: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode. – pôr/por Ex.: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
  2. No plural dos verbos ter e vir, assim como das correspondentes formas compostas (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Ex.: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.

Obs: É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Ex.: Qual é a forma da fôrma do bolo? O circunflexo sai da palavra côa (do verbo coar).

Perde o acento o u tônico das formas verbais rizotônicas (com acento na raiz) nos grupos que e qui/gue e gui.

  • Antes: ele argúi
  • Depois: ele argui

Hífen

Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as letras r ou s, que serão duplicadas.

  • Antes: auto-retrato e anti-social
  • Depois: antissocial e autorretrato

Atenção: Mantém-se o hífen quando os prefixos hiper, inter e super se ligam a elementos iniciados por r. Ex.: hiper-requisitado; inter-regional; super-resistente.

Usa-se o hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.

  • Antes: antiinflamatório
  • Depois: anti-inflamatório

Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da que inicia o segundo elemento.

  • Antes: auto-escola
  • Depois: autoescola

Atenção: Não se usa o hífen com o prefixo co, ainda que o segundo elemento comece pela vogal o. Ex.: coocupante, cooptar.

Não se usa hífen em palavras compostas que, pelo uso, passaram a formar uma unidade.

  • Antes: manda-chuva
  • Depois: mandachuva

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5 questões de Ortografia Oficial

Questões de Ortografia Oficial

Sempre que possível trago aqui no Segredos de Concurso questões de concursos para que você possa treinar à vontade e perceber como os concursos cobram determinados assuntos. É o que vamos fazer agora com o conteúdo de Ortografia Oficial.

Vamos lá!

Questão 01: Vunesp/2017 – TJ-SP

Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas, considerando-se as regras de acentuação da língua padrão.

a) Remígio era homem de carater, o que surpreendeu D. Firmina, que aceitou o matrimônio de sua filha.
b) O consôlo de Fadinha foi ver que Remígio queria desposa-la apesar de sua beleza ter ido embora depois da doença.
c) Com a saúde de Fadinha comprometida, Remígio não conseguia se recompôr e viver tranquilo.
d) Com o triúnfo do bem sobre o mal, Fadinha se recuperou, Remígio resolveu pedí-la em casamento.
e) Fadinha não tinha mágoa por não ser mais tão bela; agora, interessava-lhe viver no paraíso com Remígio.

RESPOSTA CERTA: letra E

Questão 02: Cosepe/2017 – UFJF

Tendo em vista a ortografia oficial de Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que o emprego do hífen está INCORRETO:

a) Porta-retrato.
b) Micro-ondas.
c) Conta-corrente.
d) Auto-retrato.
e) Cor-de-rosa.

RESPOSTA CERTA: letra D

Questão 03: FGV/2017 – ALERJ

O vocábulo abaixo que contraria as novas regras ortográficas é:

a) herói;
b) anti-inflacionário;
c) co-réu;
d) minissaia;
e) hiperinflação.

RESPOSTA CERTA: letra C

Questão 04: Instituto AOCP/2017 – EBSERH

Assinale a alternativa em que todas as palavras estão adequadamente grafadas.

a) Silhueta, entretenimento, autoestima.
b) Rítimo, silueta, cérebro, entretenimento.
c) Altoestima, entreterimento, memorização, silhueta.
d) Célebro, ansiedade, auto-estima, ritmo.
e) Memorização, anciedade, cérebro, ritmo.

RESPOSTA CERTA: letra A

Questão 05: Alternative Concursos/2016 – Câmara de Bandeirantes-SC

Algumas palavras são usadas no nosso cotidiano de forma incorreta, ou seja, estão em desacordo com a norma culta padrão. Todas as alternativas abaixo apresentam palavras escritas erroneamente, exceto em:

a) Na bandeija estavam as xícaras antigas da vovó.
b) É um privilégio estar aqui hoje.
c) Fiz a sombrancelha no salão novo da cidade.
d) A criança estava com desinteria.
e) O bebedoro da escola estava estragado.

RESPOSTA CERTA: B

Finalizando com bom humor…

Pra terminar este artigo, sugiro que você assista ao vídeo a seguir, para dar um pouco de risada e aprender mais algumas regrinhas básicas de Ortografia Oficial:

O que aprendemos neste artigo…

Ufa!

Hoje aprendemos em detalhes o conteúdo de Ortografia Oficial, um dos assuntos que mais gera dificuldade entre os concurseiros nas provas de Língua Portuguesa.

Vimos em detalhes o que significa Ortografia Oficial e regras básicas da correta grafia das palavras. Também vimos o que diz o novo acordo ortográfico, e algumas questões para perceber como as bancas cobram o assunto em suas provas.

Agora preciso de você!

Gostaria muito de contar com a sua ajuda, deixando um comentário no final deste artigo. Pra mim é fundamental a sua participação!

Deixe dúvidas, sugestões e críticas. Só lhe ouvindo poderei melhorar o conteúdo aqui no blog.

Leio cada comentário e respondo na primeira oportunidade que surge.

Até a próxima!

😉

  • Betty Vibranovski

    Olá! Parabéns pelo ótimo blog! Sou revisora de textos e publico dicas de português no blog “Português sem Mistério”.
    Gostaria de convidá-los a conhecer.
    => http://www.portuguessemmisterio.com.br

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  • Rhulio Yan Oliveira

    obrigado

  • liss2amore .

    Muito boa a aula! O assunto está fácil de entender e o site tem um visual limpo, que torna a leitura agradável.

  • Cássio Moreira

    ACENTO GRAVE: o acento agudo é semelhante ao agudo, só que virado para o lado esquerdo. Ele indica a ocorrência de crase. Mas sobre isso vamos falar mais adiante, de maneira mais aprofundada. Por enquanto, basta saber que o acento existe. “o acento grave é semelhante ao agudo”…

  • Deivite Alves

    Aula excelente. Parabéns!

  • Abinoa Almeida Lima

    ❤mei as explicações. Professor Sérgio Nogueira, tudo bem que a palavra muçarela seja italiana, mas ñ deveria a escrita com ss e ç fosse correta pois o manual diz: Quando estamos falando de dois “ss”, eles vêm entre duas vogais. Exemplo: processo, passivo.e mussarela é tbm uma dela.

  • Aurélio Lima Jornalista do Gru

    Muito bom, amigo! Aprendi muito

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  • Jeza Pontes

    Muito obrigada por postar esse blog! Estou estudando para um concurso e seu conteúdo vai me ajudar muito! 😀 abraço

  • Oswaldo Melo

    Muito bacana seu site, Danilo! Principalmente para aqueles que não curtem muito estudar ou tem dificuldades com a nossa Língua Portuguesa (como eu), pois de uma forma mais descontraída temos a possibilidade de assimilar as infinitas regras existentes na nossa língua. Parabéns!

  • Kerolainy Pereira

    Gente, tirou todas minhas dúvidas! <3

  • Gabriel D’Angelo

    Parabéns, ajudou muito.

  • Silmara Camilo

    Muito prático seu site!!! Adorei! Parabéns!!!
    Silmara

  • andrea karla karla

    Parabéns!!!!! Suas explicações foram ótimas!!!!!

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  • Ana Beatriz

    Ótima publicação, me ajudou muito.

  • Beatriz Regina Macêdo

    Muito bom!!! Parabéns!!! Qualquer atualização não deixe de colocar por favor. SUCESSO!!!

  • Alessandra Aragão

    Apenas uma correção .. Não se diz assista “o vídeo”..o correto é “ao vídeo”.

  • Marcela Rosy

    Ótimo blog compartilharei com meus amigos

  • Ângela Andrade

    Eu amei o conteúdo, conseguiu tornar assuntos chatos em legais e interessantes. Muito obrigada! 🙂

  • Patrícia Lamin Batista

    MUITO BOM PARA ESTUDAR, GOSTEI.

  • Matheus Caeiro

    está me ajudando muito a estudar, continue com o projeto!

  • Mayara Ribeiro Pinto

    Olá! Obrigada por compartilhar este excelente conteúdo.
    Uma dúvida: na questão 2 (Cosepe/2017 – UFJF), não estaria incorreto “porta-retrato” também, já que não se usa o hífen quando o prefixo terminal com vogal e a segunda palavra começa com R ou S? Não deveria ser “portarretrato”?
    Agradeço se puder esclarecer.

    Muito obrigada!

    • Em porta-retrato, temos verbo + substantivo (porta, do verbo portar), o que justifica o emprego do hífen. O novo Acordo não modificou esta regra.

  • Bianca Antunes

    Aquela coisa muito bem resumida e descomplicada <3 Adorei

  • Luana Sacramento

    Parabéns. Me ajudou muito foi, prático e descomplicado. Obg

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  • Camila

    “d) A criança estava com desinteria” Por que está errado?