Tipologia Textual – Como não cometer erros absurdos no seu concurso!

Tipologia Textual

Tipologia textual é um assunto importantíssimo para quem está estudando para concurso público. Provavelmente este é um tópico da sua prova de Língua Portuguesa ou Redação, e deve ter toda a sua atenção na preparação.

Veja alguns concursos que cobram tipologia no seu conteúdo programático:

Isso para falar apenas de alguns concursos federais. Os concursos estaduais e municipais seguem a mesma tendência de cobrar esse assunto que tem detalhes pouco percebidos por boa parte dos candidatos.

Por isso resolvi fazer este artigo completo, alertando para peculiaridades que podem lhe salvar de cair em algumas pegadinhas bem comuns em questões de tipologia textual.

Gostaria que, ao final do texto, você deixasse um comentário com qualquer dúvida que surja, além de críticas e sugestões sobre o que leu.

Pra mim é fundamental contar com a sua participação para melhorar o trabalho aqui no blog.

Vamos que vamos!

O que é Tipologia Textual

O que é tipologia textual

De maneira geral, podemos definir tipologia textual como a classificação de um texto de acordo com sua forma, estrutura e conteúdo.

Existe uma variedade enorme de entendimentos sobre a forma correta de definir os tipos de texto. Embora haja uma discordância entre várias fontes sobre a quantidade exata de tipos textuais, vamos trabalhar aqui com 4 tipos essenciais:

  1. Texto narrativo
  2. Texto dissertativo
  3. Texto descritivo
  4. Texto injuntivo

Além de metodologicamente ficar mais fácil de entender, essa divisão está de acordo com o que os editais de concurso cobram, e não é resumida, embora pareça. Isso porque esses tipos têm subdivisões, a depender da forma como forem aplicados.

Aqui vamos aprender ponto a ponto o que são esses tipos textuais e suas características, suas subdivisões, e exemplos.

Diferença entre Tipo textual e Gênero textual

Diferença entre tipologia textual e gênero textual

Antes de começarmos a identificar as peculiaridades de cada tipo, quero lhe alertar para uma pegadinha bem comum: a confusão entre tipo e gênero textual.

Enquanto o tipo é a classificação do texto de acordo com a sua estrutura, conteúdo e forma, o gênero se refere mais à classificação cultural e histórica de um texto.

São exemplos de gênero textual: romance, poema, reportagem, artigo, notícia, receita etc. Cada gênero textual costuma ter mais ou menos as características de determinado tipo.

O gênero romance, por exemplo, frequentemente tem as características do tipo narração. Um artigo costuma se enquadrar no perfil da dissertação, e por aí vai.

Podemos dizer que os gêneros textuais são como países, e os tipos textuais são como línguas.

Os Estados Unidos e a Inglaterra são países, mas ambos falam inglês. O conto e o romance são gêneros textuais, mas ambos são narrativas.

Compreendeu?

😉

O que é uma Narração

O que é uma narração

Agora vamos passar ao estudo de cada tipologia textual propriamente dita. Para começar vamos falar sobre a narração.

Uma das característica do tipo de texto narrativo é a organização de fatos, ao longo do texto, em episódios.

Se eu pudesse resumir a narração em uma palavra, eu diria que ela é uma história.

Na narração nós encontramos personagens, reais ou não, que são os referenciais para o desenrolar da história. Os fenômenos vão ocorrendo no decorrer dos episódios até chegar num desfecho, a conclusão, ou “final”, da narrativa.

Em uma narração sempre haverá alguém que conta a história. Veja os tipos de narrador existentes:

Narrador Onisciente

É aquele que “sabe de tudo” da história. O narrador onisciente fala sobre os detalhes da narrativa, dando características de lugares, sentimentos e pensamentos dos personagem. O narrador onisciente fala até mesmo de mais de um fato ocorrendo simultaneamente em locais diferentes.

O narrador onisciente pode ser neutro, quando não manifesta suas opiniões durante a narração, ou seletivo, quando opta por defender algum ponto de vista durante a história.

Narrador Observador

O narrador observador é aquele que não tem uma visão de todos os aspectos que ocorrem na história. Ele visualiza a narrativa de apenas um ângulo, e não tem acesso a pensamentos, emoções e fenômenos internos aos personagens.

Narrador Personagem

É o caso do narrador que faz parte da história. Também é conhecido como “narrador em primeira pessoa”. Ele tem uma visão própria dos acontecimentos, de acordo com a sua experiência e visão de mundo.

É muito utilizado por possibilitar o suspense na história, já que o leitor vai descobrindo junto com o personagem/narrador todos os detalhes da narrativa.

Narração dialogal ou conversacional

Alguns estudiosos dos tipos textuais consideram o que chamam de tipo dialogal ou conversacional. Esse texto seria caracterizado pela predominância de diálogos e conversas em sua estrutura.

Mas esse não é um tipo específico, e sim uma subdivisão do tipo narrativo, já que também conta uma história (de uma conversa).

Então, se você ouvir falar do tipo dialogal ou conversacional, lembre-se que ele é uma narração construída predominantemente com diálogos.

Narração preditiva, ou predição

Mais uma subdivisão do tipo narrativo é a predição, que nada mais é que uma previsão do que irá ocorrer. Quando um astrólogo faz uma previsão (ou predição), ele narra os acontecimentos.

Geralmente há personagens, o desencadeamento de episódios e fatos e um fechamento ou conclusão.

Logo, podemos entender que o tipo textual predição é nada mais, nada menos, que uma narração preditiva.

Sequência ou enredo da Narração

Toda narração possui um enredo, ou sequência. É uma estratégia de organização da narração para que ela faça sentido para o leitor. O enredo bem construído deixa o leitor atento a toda a história.

São partes da sequência de uma narração:

  • Apresentação: como o próprio nome diz, apresenta os personagens, lugares e tempo em que a narrativa ocorre.
  • Complicação: é quando os conflitos da história começam a ocorrer, trazendo expectativa e suspense em quem lê.
  • Clímax: é o momento de maior tensão da história. É quando é gerada no leitor a ânsia pelo desfecho.
  • Desfecho: é a resolução final da história. O final.

O que é uma Dissertação

O que é uma dissertação

Passemos agora para o segundo tipo textual do nosso estudo: a dissertação.

A tipologia dissertativa tem-se a intenção de explicar, provar, analisar, expor ideias e/ou discutir determinado assunto.

Na dissertação, o escritor geralmente defende uma tese ou expõe uma série de fatos e ideias que levam a uma constatação.

O texto dissertativo é impessoal e utiliza-se de estruturas lógicas para se sustentar. Existem duas subdivisões na tipologia dissertativa: a dissertação expositiva (exposição) e a dissertação argumentativa (argumentação).

Dissertação Argumentativa

Na dissertação argumentativa há a intenção deliberada de convencer o leitor sobre um ponto de vista específico.

Para isso, é apresentada uma tese, que é discutida e sustentada ao longo do texto, até chegar à conclusão. Nas provas de redação para concurso é o tipo textual mais cobrado.

A estrutura de uma Dissertação Argumentativa

Geralmente, as dissertações argumentativas possuem três partes principais: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Veja qual o papel de cada uma delas:

  • Introdução – apresenta a tese, o ponto de vista do autor.
  • Desenvolvimento – apresenta os argumentos que sustentam logicamente o ponto de vista defendido na introdução.
  • Conclusão – faz referência a tudo que foi discutido no texto e apresenta criticamente possibilidades de intervenção no problema discutido.

A estrutura sugerida para a construção de uma dissertação argumentativa em provas de concurso é a seguinte:

  • PARÁGRAFO 1 = Introdução
  • PARÁGRAFO 2 = Desenvolvimento 1
  • PARÁGRAFO 3 = Desenvolvimento 2
  • PARÁGRAFO 4 = Conclusão

Dissertação Expositiva (exposição)

Muita gente considera a dissertação expositiva como uma tipologia textual, a exposição. Mas ela nada mais é que uma subdivisão da dissertação.

Na exposição são elencados fatos e ideias para conhecimento do leitor, sem, entretanto, a intenção de convencimento de quem lê.

A intenção principal de uma dissertação expositiva é informar e esclarecer.

O que é uma Descrição

O que é uma descrição

Agora vamos tratar da terceira tipologia textual: a descrição.

Intuitivamente não é muito difícil de compreender as características de um texto descritivo. Ele pode ser identificado pela forma como aponta as peculiaridades de um objeto, lugar ou evento no decorrer do texto.

A tipologia descritiva traz detalhes sobre a cor, forma, sensações, sentimentos, dimensões, cheiros e outras características de algo ou alguém.

Na descrição o autor do texto se dedica a explicar como é alguma coisa. Para fazer uma descrição, o autor se coloca na condição de observador do que ele pretende descrever.

É como se ele fizesse uma fotografia do objeto, lugar ou pessoa descrita. Para isso ele utiliza principalmente os cinco sentidos: paladar, tato, olfato, audição e visão.

O que é uma Injunção

O que é uma injunção

A quarta, e última, tipologia textual é a injunção, que nada mais é que uma prescrição sobre o que dever ser feito e/ou como dever ser feito.

O texto injuntivo tenta controlar a ação de quem lê, por isso, muito frequentemente, aparece com a utilização de imperativos.

Na injunção a linguagem utilizada geralmente é objetiva e direta, pois a intenção é apenas fazer com que alguém compreenda as instruções dadas.

Algumas práticas comuns nos textos injuntivos: ordens, prescrições, proibições, sugestões e tutoriais.

Exemplos de Narração

Exemplos de Narração

Agora que você conhece as principais características de cada tipologia textual, vamos ver alguns exemplos de cada tipologia, para aprender na prática como elas são construídas.

Para iniciar, um conto do escritor Luís Pimentel, retirada do livro “Grande homem mais ou menos”:

As chuteiras do pai

Do pai, só conheceu a fama. Sabia que tinha sido o maior apoiador que a cidade já vira jogar, envergando a camisa do Esporte Clube Simpatia e também a da seleção local, nos famosos campeonatos intermunicipais.

Partiu cedo, o pai, e quase não pôde deixar. Ficaram algumas dívidas para a mãe saldar e um par de chuteiras para ele. O sonho era vestir a camisa do Simpatia e calçar as chuteiras do pai, tão logo os pés estivessem no ponto. Quando sentiu finalmente o couro ajustado ao meião, caprichou na graxa e na flanela pouco antes de entrar no campo do bairro. As chuteiras do pai brilhavam tanto quanto os olhos do rapaz, cumprimentando os torcedores que se acotovelavam à beira do campo, ouvindo os comentários:

– É filho do falecido. Estreia hoje no time, jogando na mesma posição e calçando as chuteiras que foram dele.

So aos vinte anos de jogo encontrou a bola, assim mesmo para dar um passe mal feito. Pouco depois a sobra na entrada da área, quando descia no apoio. A grande chance na falha do adversário, bola sobrando na área, oferecida, era só bater de jeito.

Pegou mal com a esquerda e ainda pisou em um buraco com a direita, saindo um chutezinho fraco, para fora. Caiu meio desengonçado e ouviu as gargalhadas dos torcedores.

Pediu substituição no intervalo e não voltou mais aos treinos. Tirou a poeira das chuteiras e mandou consertar uma trava amassada. Guardou no armário, onde o pai guardava e de onde jamais deveria ter saído.

Não daria para ele, era certo. Talvez para o filho dele, um dia, quem sabe.

Autor: Luiz Pimentel

Outro exemplo interessante de narrativa é o famoso poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade. Veja:

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Autor: Carlos Drummond de Andrade

OUTROS EXEMPLOS DE NARRAÇÃO: crônicas, novelas e romances.

Exemplos de Dissertação

Exemplo de Dissertação

Agora tratemos do texto dissertativo. Primeiro, um exemplo encontrado no Jornal Folha de São Paulo, de autoria do colunista Bernardo Mello Franco. Trata-se de um texto dissertativo argumentativo:

A farra que nunca termina

Os tribunais de contas foram criados para evitar a pilhagem dos cofres públicos. Com frequência, fazem o contrário. Tapam os olhos para os desvios e embolsam parte do dinheiro roubado.

Em março, a Polícia Federal promoveu uma faxina no Tribunal de Contas do Estado do Rio. Dos sete conselheiros, cinco foram varridos para a cadeia. Um sexto, que delatou os comparsas, passou a cumprir prisão domiciliar.

De acordo com as investigações, o grupo participou ativamente da quadrilha de Sérgio Cabral. O governador armava as negociatas e repassava uma comissão aos fiscais corruptos. O propinoduto operou em diversas áreas, da reurbanização de favelas à partilha de linhas de ônibus.

Todos os presos chegaram ao tribunal de contas por indicação política. Quatro foram deputados estaduais. Os outros dois prestaram serviços a governos do PMDB. Ao menos um deles esteve na memorável farra dos guardanapos em Paris.

A Operação Quinto do Ouro deu ao Rio uma chance de começar de novo. O governador Luiz Fernando Pezão, herdeiro político de Cabral, preferiu ignorá-la. Na semana passada, ele indicou outro deputado estadual para uma cadeira no TCE.

O escolhido, Edson Albertassi, é ninguém menos que o líder do governo na Assembleia. Está no quinto mandato e, nas horas vagas, comanda uma rádio evangélica. Para surpresa de ninguém, é filiado ao PMDB.

A oposição protestou contra a escolha. Pelo que determina a Constituição estadual, o governador deveria ter indicado um auditor de carreira. Ele driblou a regra e optou por mais um político aliado.

Nesta segunda, o Tribunal de Justiça suspendeu a nomeação de Albertassi. Com isso, Pezão ganhou outra oportunidade de nomear um fiscal independente. Ao que tudo indica, ele vai arremessá-la pela janela. Cabral já foi condenado a 72 anos de prisão, mas a farra do PMDB fluminense não terminou.

Autor: Bernado Mello Franco

Para um texto dissertativo expositivo, podemos considerar uma reportagem jornalística. Veja essa da Agência Brasil:

Corpo de baleia encalhada atrai curiosidade de banhistas em praia do Rio

Os frequentadores da Praia do Arpoador, em Ipanema, na zona sul do Rio, foram surpreendidos esta manhã com uma baleia morta, encalhada, perto da área de arrebentação da praia. Eles acionaram o Corpo de Bombeiros, que deslocou uma equipe do Grupamento Marítimo de Copacabana (Gmar), que está no local fazendo o trabalho de prevenção, isolando a área.

O Corpo de Bombeiros informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que já acionou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que mande pessoal especializado ao local. A assessoria não soube informar qual a espécie de baleia e se ela morreu ao ficar encalhada ou se já estava morta e foi levada para a área de arrebentação pela correnteza.

Neste momento, a presença do corpo da baleia encalhada atrai a curiosidade de banhistas que se concentram no Posto 8 da orla da Praia de Ipanema. A Guarda Civil do Rio também ajuda no trabalho de isolamento. Os bombeiros aguardam a chegada do pessoal do Ibama para saber como o animal morto será retirado da água.

Fonte: Agência Brasil

OUTROS EXEMPLOS DE DISSERTAÇÃO: artigos científicos, reportagens e editoriais.

Exemplo de Descrição

Exemplo de Descrição

Para a tipologia descritiva, selecionei a descrição de um hotel espanhol, o Condes de Barcelona:

Perfeitamente situado em pleno Paseo de Gracia,  principal artéria comercial  da cidade e  no coração da parte modernista de  Barcelona, em frente a La Pedrera de Gaudí. A escassos minutos encontram-se a Plaza Catalunya  e o centro histórico da cidade, bem como muitos outros pontos de interesse que fazem de Barcelona uma das cidades mais atractivas e cosmopolitas.

O hotel ocupa um antigo palácio do século XIX – Casa Daurella – ampliado e atualizado com o máximo rigor arquitectónico para criar um hotel moderno, funcional e de grande categoria no qual coexistem a arte e a singularidade do passado com o conforto mais actual.

O Hotel é uma referência gastronómica de prestígio a cargo de Martín Berasategui que assessora e supervisiona toda a Restauração do Hotel.

Fonte: Hotel Condes de Barcelona

Exemplo de Injunção

Exemplo de injunção

Agora, a tipologia injuntiva, que podemos ter como exemplo uma simples bula de remédio. A seguir, trechos da bula do Ácido Acetilsalicílico:

O ácido acetilsalicílico é um remédio analgésico e anti-inflamatório, conhecido comercialmente como Aspirina, que também pode ser usado como antitérmico e antiplaquetário.

O Ácido Acetilsalicílico é indicado como:

  • Analgésico e antipirético nos casos de dor de cabeça, nevralgias, pós-operatórios, entorses, distensões e contusões, cólicas menstruais, dores de dente, resfriados e diversos estados febris;
  • Anti-inflamatório na artrite reumática, osteoartrites, entre outras inflamações;
  • Anti-agregante plaquetário, tornando o sangue mais fino.

O modo de uso do Ácido Acetilsalicílico pode ser:

Comprimidos de 500 mg:

  • Adultos: 1 a 2 comprimidos de 500 mg a cada 4 a 8 horas, não excedendo 8 comprimidos de 500 mg por dia.
  • A partir de 12 anos: 1 comprimido de 500 mg, se necessário até 3 vezes por dia a cada 4 a 8 horas.

OUTROS EXEMPLOS DE INJUNÇÃO: manuais, guias, tutoriais, textos publicitários.

Exemplos de tipologias textuais em vídeo

Resolvi fazer um exercício criativo para que você compreenda de maneira ainda mais simples e direta o as características de cada tipologia demonstrada aqui.

Selecionei quatro vídeos simbólicos e curtos para que você assimile a forma das tipologias textuais. Você vai gostar muito desse exercício!

Narração em vídeo

Primeiro, uma narração, a animação “The Present”. Perceba os personagens, o desencadeamento das ações e a existência de um enredo:

Dissertação em vídeo

Para você entender melhor o que é uma dissertação, assista ao vídeo a seguir, com comentários do jornalista Bob Fernandes, comentando a proibição de um show do de Caetano Veloso:

Descrição em vídeo

Representando a tipologia textual descritiva, um vídeo com as características de uma televisão:

Injunção em vídeo

Para exemplificar um texto injuntivo em vídeo, uma simples receita de ovo frito:

Referências para as 4 tipologias textuais

Acredito que, neste ponto, você já tenha aprendido qual a diferença entre as 4 tipologias textuais que apresentei aqui.

Agora, segue uma lista de referências que podem lhe ajudar a conhecer mais detalhes de cada uma dessas tipologias.

A principal pegadinha de Tipologia Textual

Agora preciso lhe ensinar um dos segredos mais importantes quando o assunto é tipologia textual.

Já aprendemos quais são as características de cada uma delas, mas precisamos ficar em estado de alerta, pois um texto pode ter elementos de mais de uma tipologia.

Um romance, que é uma narrativa, pode ter forte elementos descritivos. Uma matéria jornalística, que geralmente é uma dissertação, pode ter elementos narrativos.

Não se apegue de maneira definitiva a nenhuma tipologia. Não confunda tipologia com gênero.

As bancas de concurso podem lhe dar uma rasteira justamente nesse ponto, que gera confusão entre diversos candidatos.

A partir de agora, você não tem mais a desculpa para errar.

😉

3 exercícios de Tipologia Textual para treinar

Exercícios de Tipologia Textual

Sugiro que você treine agora com essas 3 questões rápidas sobre tipologia textual. É uma oportunidade para você entender como esse tipo de conteúdo é cobrado nos concursos.

Selecionei questões que caíram em concursos recentes. Só com o que aprendemos aqui já é possível acertar. Treine agora:

QUESTÃO 01 – FGV/2017

Texto I – Moradias em Áreas de Risco

Alguns locais são impróprios para a construção de moradias. Os morros são um exemplo, porque a inclinação do terreno dificulta a construção das casas e pode colocar em risco a vida dos moradores. Quando chove muito, a água pode fazer com que a terra deslize sobre o terreno inclinado. E, se a terra desliza, são carregadas com ela as casas construídas nos morros.

Casas construídas em áreas próximas de córregos e rios também estão sujeitas a alagamentos quando há muita chuva em um período curto de tempo. Além disso, por conta dos esgotos que muitas vezes são jogados nos rios, as pessoas que vivem nesses locais ficam sujeitas a contrair doenças.

(Ricardo Dreguer)

O texto lido deve ser considerado

a) argumentativo, pois defende uma tese com argumentos.

b) injuntivo, pois aconselha determinadas atitudes.

c) descritivo, pois fornece dados de um tipo de paisagem.

d) narrativo, pois relata fatos em ordem cronológica.

e) expositivo, pois dá informações de forma imparcial.

RESPOSTA CERTA: letra “E”

QUESTÃO 02 – Cespe/2017

Exercício Tipologia Textual

Quanto à tipologia textual, o texto classifica-se como

a) narrativo, porque expõe as ações (crimes tentados/consumados) e suas personagens (homens e mulheres privados de liberdade).

b) prescritivo, porque determina os índices de homens e mulheres presos atualmente no Brasil.

c) argumentativo, porque defende que os índices de homens e mulheres privados de liberdade são, em geral, semelhantes.

d) descritivo, porque enumera o quantitativo de homens e mulheres brasileiros que cumprem pena em regime fechado.

e) informativo, porque apresenta os índices de homens e mulheres presos conforme o crime pelo qual respondem.

RESPOSTA CERTA: letra “E”

QUESTÃO 03 – IDIB/2017

Questão de Tipologia Textual

A sequência textual em que está escrito o texto 01 é:

a) Argumentativa

b) Descritiva

c) Injuntiva

d) Dialogal

RESPOSTA CERTA: letra “A”

O que aprendemos neste artigo

Hoje nos aprofundamos no aprendizado das tipologias textuais, conhecendo em detalhes as características de cada uma delas. Veja o quadro resumo:

TIPOLOGIA TEXTUALCARACTERÍSTICA
NarraçãoConta uma história
DissertaçãoExpõe ideias e fatos ou defende uma tese
DescriçãoDescreve algo
InjunçãoDetermina, ensina ou instrui algo

Também vimos exemplos práticos dos quatro tipos textuais (em texto e em vídeo), além de questões para testar os conhecimentos adquiridos ao longo do artigo.

Agora preciso de você!

Chegando ao final do artigo, gostaria muito que você deixasse um comentário dizendo o que achou do texto.

Pra mim é essencial contar com a sua colaboração, seja com críticas, dúvidas ou sugestões. Faço questão de ler cada comentário, e responder na primeira oportunidade que surge.

Até a próxima!

😉